sexta-feira, 4 de junho de 2010

Artistas convocam classe para manifestação

Nós, trabalhadores de vários segmentos culturais, interessados em defender a construção de uma política pública de cultura para Pernambuco, que vem sendo arquitetada, junto com a classe artística, por Luciana Azevedo à frente da Fundarpe, convidamos, vocês, artistas, produtores, agentes culturais, gestores públicos a se juntarem a nós num ato público.

Próxima sexta feira, dia 04, às 10h no Cine São Luís, aproveitando o momento em que a Fundarpe fará o anúncio dos novos Pontos de Cultura.
Na ocasião, um único artista irá representar a classe, lendo um manifesto e no final da divulgação dos novos Pontos de Cultura, todos sairemos num cortejo, pela rua da Aurora, junto com grupos de diversas manifestações culturais, até a Assembléia Legislativa, aonde será lido novamente o documento e entregue aos deputados estaduais.

A política de cultura de Pernambuco precisa estar pautada no projeto de lei que está sendo construído democraticamente pela cadeia produtiva, através de fóruns e conferências estaduais de cultura, para logo mais ser encaminhada aos órgãos e instâncias competentes para sua aprovação.

VAMOS NOS UNIR, MAIS UMA VEZ E GARANTIR TUDO O QUE DEMOCRATICAMENTE CONQUISTAMOS!

SUA PRESENÇA É SUPER IMPORTANTE. CONVOQUE OS SEUS COMPANHEIROS DE TRABALHO, CHAME OS SEUS AMIGOS E VAMOS DEFENDER A NOSSA NAÇÃO CULTURAL!

fonte: http://www.nacaocultural.pe.gov.br/artistas-convocam-classe-para-manifestacao

terça-feira, 1 de junho de 2010

É preciso mais atenção com a cultura

Por Alfredo Bertini*

No País das diversidades, o papel do genuíno produtor cultural - aquele que verdadeiramente empreende ações favoráveis ao fortalecimento socioeconômico da sua região - está cada vez mais difícil, no sentido de exerce-lo com a responsabilidade que lhe cabe. Esse simples mortal vive em estado permanente de tensão. Não só pelas agruras de uma atividade cuja natureza por si só é muito estressante. Mas, se já não bastasse os equívocos costumeiros provocados por políticas culturais ziguezagueantes, tem-se ainda que conviver com a onipresença dos fantasmas das burocracias excessivas. E, mais recentemente, com as ondas de suspeitas que costumam ser dirigidas ao exercício do setor. É preciso fôlego para sobreviver. E coração também para aguentar.

Antes de qualquer entendimento prévio sobre essa figura pouco valorizada, faz-se necessário destacar que o produtor cultural representa, numa sociedade que se pressupõe moderna, um agente econômico importante. O setor do entretenimento, no qual a cultura deve ser inserida (assim como o esporte e o turismo), é hoje a atividade econômica número um no mundo. Essa nova realidade impõe uma compreensão social diferente do que realmente representa o empreendedor cultural. Afinal, se qualquer cidadão está disposto a consumir a mais simples modalidade de lazer, ele tem que ter a certeza de que para tal fim, alguém teve a iniciativa de mobilizar recursos de produção, no propósito de atende-lo nesse seu bem-estar. E esse papel tem um fundamento econômico similar a qualquer outro produtor, também capacitado a tomar iniciativas para ofertar seus bens ou serviços.

Mas, além de passar por cima desse preconceito conceitual, o produtor cultural costuma ainda ser “vitimado” noutras empreitadas. Um dos calvários é poder suportar uma atividade que é fortemente dependente do poder público. Não porque ele queira que assim seja. É que, no frigir dos ovos, o próprio mercado cultural - heterogêneo na sua natureza de ofertar produtos tão diferenciados - não pode prescindir do papel governamental.

A não ser os casos dos produtos ditos “comerciais”, que passam mesmo ao largo dessa dependência. Assim, viver sob a rotina de políticas mutantes e muitas vezes equivocadas, além da submissão às regras burocráticas rigorosas, não parece ser uma rotina de trabalho tão “saudável” como muita gente pensa. O produtor faz a diversão acontecer, mas para isso tem que por muita dose de trabalho e capital no seu esforço produtivo, sobretudo, para suportar tanta alternância política e toda a avalanche burocrática que a acompanha.

Não obstante essa condição de “refém” das políticas públicas e suas burocracias inconsequentes, o verdadeiro empreendedor cultural tem agora que “passar num teste” cada vez mais comprometido com a exposição pública. Sua honestidade profissional precisa ser comprovada. De fato, o produtor passou a ser alvo contumaz de parte de uma mídia, que também precisa saber diferenciar o real agente socioeconômico daquele que é o impostor. Refiro-me aqui a uma onda de suspeitas que oportunamente costuma recair sobre o setor cultural, algo que põe em risco a credibilidade pública do trabalho de produtores sérios, muitas vezes jogados indistintamente no mesmo balaio. Afinal de contas, as medidas de precaução que são tomadas pelos governos e os órgãos de controle, terminam por não diferenciar muito bem essas funções. Há os que têm seus produtos culturais por mostrar, assim como, há aqueles que na fragilidade ou na inconsistência dos seus ofícios, não conseguem mostrar claramente seus resultados.

É evidente que em qualquer atividade há os que operam corretamente e outros que fogem desse atributo. Mas, é preciso ter muita cautela quando se põe sob suspeita, de forma precipitada, todo um setor de atividade. E isso tem sido comum no contexto dos eventuais embates políticos, justamente por ser o setor tão dependente das iniciativas governamentais e, por conseguinte, sujeito ao “termômetro político”. Dessa maneira, as suspeitas são difundidas de forma ampla e genérica, o que faz com que os receituários criados para combater esse “mal” desconsiderem as especificidades dos produtos. Uma atitude perigosa porque põe sob imobilização ações muitas vezes triviais e necessárias à sobrevivência da atividade. Que os maus profissionais possam mesmo ser expurgados do mercado, mas de uma maneira tal que não se comprometa o trabalho de quem exerce o ofício com as devidas dedicação e seriedade.

E o pior é que, em algumas ocasiões, essas suspeições são colocadas sem que se enxerguem os acertos que podem ser constatados na política cultural. Sem qualquer julgamento político e apenas na intenção fria de se analisar o que de fato está acontecendo, essa cena parece estar coerente com a realidade atual de Pernambuco. Observa-se que, de um modo geral, a artilharia de combate às velhas suspeições sobre contratos de artistas e erros nos processos licitatórios tem sido uma prática constante. Podem por em xeque, naturalmente, produtores inescrupulosos, que se aproveitam da situação favorável da política cultural, para tirar vantagens individuais, fugindo na maioria das vezes do controle direto do gestor. Um problema que já atingiu a gestão pública passada e que trouxe transtornos para o setor, justo no momento em que alguns avanços estavam em ritmo de conquistas.

Na atual gestão, a repetição dessas atitudes apenas comprometem a qualidade e a excelência de um trabalho que tem sido do agrado da maioria decente dos produtores culturais, mesmo que aqui ou acolá existam algumas discordâncias de operação e conteúdo, não obstante sejam aspectos que apenas sinalizam para alguns vieses conceituais dessa política.

Diante de tal contexto, soam como contraproducentes as ações estridentes sobre um setor que hoje tem competência e que está submetido a uma política pública acertada na sua macroconcepção. Na realidade, numa visão de conteúdo, a Fundarpe está sendo vítima do próprio modelo que combate, ou seja, ferida pela atividade inconsequente dos que exercitam a antítese da verdadeira cultura, aquela que democraticamente respeita sua diversidade e grandeza. Portanto, o que se constata, é a exacerbação de uma postura que - para muitos observadores do meio, dotados da mais sensata isenção - serve apenas para ignorar a excelência da política cultural do Governo do Estado, hoje uma conquista reconhecida nacionalmente.

Uma pena que os verdadeiros produtores culturais continuem submetidos a um instrumento de pressão permanente. De qualquer modo, essa condição que transparece como uma marca impregnada à atividade parece mesmo fazer parte da rotina. Mas, certamente, será sempre superada pela vontade maior de realizar e de contribuir para o engrandecimento da nossa cultura.

*Economista, produtor cultural e empreendedor do CINE PE.

fonte: http://www.nacaocultural.pe.gov.br/e-preciso-mais-atencao-com-a-cultura

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Música da UFPE: Recital Comemorativo aos 10 anos do Coro Universitário da UFPE

O Departamento de Música da UFPE com o apoio da Proext e da Proacad apresenta:
Música da UFPE: Recital Comemorativo aos 10 anos do Coro Universitário da UFPE



O repertório a ser apresentado é o resultado de uma difícil seleção dentre as mais variadas peças apresentadas ao longo do decênio. Não foi uma tarefa fácil, se levado em conta que cada fase de escolha e preparação foi e é muito especial. Não poderiam ser esquecidos os momentos vividos quando da realização do Gloria, de Vivaldi, da Cantata Carmina Burana, de Carl Orff, do espetáculo Uma Noite na Ópera, reunindo alguns mais belos coros de ópera e suas árias, da Nona Sinfonia de Beethoven, da Misa Criolla, de Ariel Ramírez, das obras de Tom Jobim, dentre tantas outras mais.

O espetáculo deste semestre, mais uma realização do Departamento de Música, será realizado, pelas 160 vozes do Coro Universitário, além do Coro Contracantos da UFPE, pelos instrumentistas da Camerata UFPE e pela Banda UFPE, todos sob a direção e regência do Professor Flávio Medeiros.




Recitais:





27 de maio de 2010 – 20 h

Convento do Sagrado Coração Eucarístico, Caruaru/PE.

Entrada franca




09 e 10 de junho de 2010 – 20h

Igreja da Madre de Deus, Recife/PE.



Entrada franca

terça-feira, 25 de maio de 2010

Quartas Literárias

As Quartas Literárias são encontros artísticos que articulam os que fazem o movimento das artes na Região Metropolitana do Recife, no estado de Pernambuco e mesmo em outros estados e países. Os encontros focalizam a literatura através de Rodas Literárias, das “contações” de histórias, leitura de contos e trechos de romances e se faz em diálogo com outras linguagens, como música, teatro, dança, fotografia e vídeo. O que se deseja é que, nos mais variados modos, tirem-se os poemas da gaveta, partilhem-se o sensível e, neste curso, compreenda-se, a arte, o poema, o sensível, como manifestação de nós mesmos em nossas andanças e compreensões, em nossos modos de ser mundo, portanto, como fios delicados de uma imbricação na qual tecemos a história, na qual somos relação, abertura, vontade de pouso, medo, esperança, memória...

O projeto teve origem em 2000 no Centro de Cultura Luiz Freire como um espaço para a experimentação artística, tendo a literatura como eixo. Em 2010, comemoramos 10 anos de ação cultural na cidade de Olinda, com edições realizadas mensalmente, sempre na última quarta-feira do mês.

Programação 26 de maio de 2010 às 19h00
Roda Literária

Performance Grupo TAO - Teatro de Amadores de Olinda

Grupo NÓS PÓS - Perfomance "de Rios e Inti-nerários" de Alexandre Furtado (Produção e coordenação artística)


União Cordelistas de Pernambuco - UNICORDEL

Cabine Poética do Programa de TV Releituras

Fotoclip das Quartas Literárias

Fanzine "De cara com a Poesia" comemora 8 anos

Cantador Malufa e Mestre Nado

Banda Forró de Cana lança CD "Na Caixinha"


SERVIÇO
Quarta Literária – 10 anos

Data: 26 de maio (quarta-feira), a partir das 19h
Local: Centro de Cultura Luiz Freire - Rua 27 de Janeiro, 181, Carmo - Olinda-PE
Entrada gratuita
Informações: (81) 3301-5241/3301-5242 - email:
silvanamenezes@cclf.org.br

fonte: http://nospos.blogspot.com/

Nelson Motta lança livro no Recife nesta quinta-feira (27/05)

A obra, intitulada “Força Estranha”, será lançada na Livraria Saraiva, no Shopping Center Recife


Da Redação do pe360graus.com

Sertão Central recebe Desafio Nordestino de Poetas Cantadores

Nesta terça (25), Festival Pernambuco Nação Cultural, reúne comunicadores o Sertão Central. Programação conta com oficinas, peças e noite de cantoria


O destaque do segundo dia do Festival Pernambuco Nação Cultural é a 2ª fase do Desafio Nordestino de Poetas Cantadores 2010. O evento dá continuidade à etapa que ocorreu em Goiana, na Mata Norte, e reuniu cinco duplas do Grupo A. Agora é a vez das cinco duplas do Grupo B mostrarem seu talento. Os cantadores iniciam a peleja às 20h, no palco do Festival instalado na Praça da Saudade.

“O Desafio é um reconhecimento da importância da arte dos cantadores para a formação cultural nordestina e brasileira. É hoje a maior vitrine para os poetas cantadores”, diz Rogério Meneses, coordenador do evento, que congrega representantes de cindo Estados fortes em Cantoria. Para a disputa, sobem ao palco: Valdir Teles (PE) e João Paraibano (PB); Daniel Olimpio (PE) e Zé Galdino (PE); Chico Diassis (RN) e Ismael Pereira (CE); João Lourenço (PB) e Hipólito Moura (PI); e Antonio Lisboa (RN) e Edmilson Ferreira (PI).

Uma comissão julgadora, com vasta experiência em cantoria, ficará com a responsabilidade de eleger as melhores duplas da noite. O par que obtiver a melhor pontuação leva um prêmio de R$ 1 mil mais o cachê da apresentação. A noite conta ainda com a participação especial do declamador Raudênio Lima (de Caruaru) e dos aboiadores Antônio Barbosa (de São Bento do Una) e Vítor Alves (de Vertente). Até dezembro, os grupos A e B percorrerão as cidades por onde o Festival passar. Durante as etapas, as duplas acumularão pontos. Das semifinais, sairão três duplas de cada grupo, que disputarão a grande final do Desafio, ainda sem local definido.

fonte: http://www.nacaocultural.pe.gov.br/sertao-central-recebe-desafio-nordestino-de-poetas-cantadores

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PROJETO ENGOLINDO SAPOS

O projeto ENGOLINDO SAPOS é um afluente do maior canal de ligação entre a jovem produção cultural pernambucana e a população da região metropolitana. Tem o objetivo de criar um elo de contato entre artistas, pensadores, críticos, autores, promotores da cultura contemporânea, jornalistas, editores etc e o público através de um cronograma mensal de dinâmicas e descontraídas palestras e rodas de debates, além de promover eventos pocket com performances literárias e cênicas, exibição de vídeos etc. num clima de total descontração, e num espaço que respira a cultura literária do Recife e com localidade centralizada. A cada edição um novo tema com novos convidados de diversas áreas culturais e de comunicação.

A primeira edição do projeto ENGOLINDO SAPOS acontecerá dia 21/05 às 19h com o tema “Os contemporâneos e suas misturas – Experiências e experimentos”, um diálogo sobre a liberdade de criação na produção artística contemporânea, sobre os espaços experimentais utilizados por esses artistas, a mistura de linguagens; um bate papo que se formará através da costura das experiências dos artistas convidados: o escritor Pedro Américo de Farias, Kléber Lourenço (premiado ator, diretor de teatro, bailarino, coreógrafo, encenador) e o artista plástico Carlos Mélo (conhecido por suas performances, fotografias e instalações; prêmio CNI Marcantonio Vilaça para as artes visuais em 2006, e cuja exposição Experiência sensível estará na Galeria Mariana Moura, em Boa Viagem até dia 15 de maio). Amediação do encontro fica por conta de Ana Maria Pereira, coordenadora artística do Nós Pós.

O projeto terá suas atividades num ponto do coração cultural da cidade, o Espaço Pasárgada (Rua da União, 263 – Boa Vista), local com tradição de promover a cultura pernambucana.

O projeto ENGOLINDO SAPOS tem entrada franca e conta com o apoio da FUNDARPE e União Brasileira dos Escritores, secção PE.


SERVIÇO
ONDE? Espaço Pasárgada (Rua da União, 263 – Boa Vista)
QUANDO? Dia 21/05/10 Às 19h
COM QUEM? Kléber Lourenço, Carlos Melo e Pedro Américo de Farias
DE GRAÇA? É

fonte: http://nospos.blogspot.com/